22 de abril de 2020

Pirâmides do Egito



Muito se discute sobre a origem das pirâmides egípcias. Discursos marcados por misticismos tentam até hoje achar respostas para a complexa engenharia na construção desses locais sagrados no Egito Antigo. Algumas hipóteses não científicas apoiam a possibilidade de ajuda sobrenatural que os egípcios poderiam ter recebido ao longo de suas vidas. Todavia, as pirâmides foram implantadas com técnicas bastante desenvolvidas há mais de 2500 anos e o uso da matemática facilitou o cálculo na posição das pedras que se encaixaram umas sobre as outras.
as pirâmides | Pirâmides do egito, Pirâmides de gizé, Egito antigo
Historiadores e arqueólogos, que buscam respostas para os mistérios nas construções das pirâmides, chegaram à conclusão de que cada bloco de pedra, que era lapidado para ser utilizado na construção, pesava cerca de duas toneladas. As fontes arqueológicas mostram que os próprios egípcios desenvolveram mecanismos para facilitarem o transporte das rochas e de outras matérias-primas.
Pirâmide de Miquerinos - Civilização Egípcia - InfoEscola
Os camponeses eram recrutados durante o período de seca do rio Nilo para ajudarem nas construções das obras piramidais. Essas construções duravam cerca de vinte a trinta anos e vários trabalhadores sofriam acidentes fatais durante o período de trabalho. Outro obstáculo na engenharia dessas obras eram os labirintos construídos na parte interna das pirâmides, pois os faraós queriam proteger toda sua riqueza que ficariam guardadas no momento em que eles fossem mumificados e por isso pensavam em estratégias para enganar os violadores de tumba. 
Egito Antigo - 6º Ano (2018)
Por se tratar de um local sagrado e cercado de poder simbólico para os faraós, os trabalhadores egípcios que sobreviviam ao final da construção eram assassinados, pois, eles sabiam dos códigos e segredos das armadilhas que eram estrategicamente elaboradas na parte interna das pirâmides. Isso explica os mistérios que cercam essas grandiosas construções da Antiguidade que ainda hoje servem de estudos sobre o passado humano.
Saiba mais sobre as misteriosas pirâmides do Egito | Acredite ou Não
Mesmo sabendo das técnicas utilizadas na construção dessas obras piramidais, alguns pseudo estudiosos levantam a discussão da existência de elementos proféticos nos corredores das Pirâmides. Segundo o pesquisador J. Ralston Skinner, existe na parte interna da Pirâmide de Quéops escritos que tratavam da história de Adão e também de Moisés e Abraão. Essas pesquisas e seus resultados aumentam ainda mais o misticismo no qual está inserida a história das construções piramidais e nos deixam ansiosos por mais respostas e descobertas.
Fontes:

27 de março de 2020

Civilizações Antigas: Mesopotâmia



Fique ligado! Material complementar.
Vídeo-aula:
https://www.youtube.com/watch?v=dhmwYmf9P_k&t=19s

Mesopotâmia abrigou parte das primeiras civilizações da humanidade. A presença em sua região dos rios Tigre e Eufrates foi fundamental para que o homem, a partir do desenvolvimento da agricultura e da criação de animais, pudesse sedentarizar-se e formar cidades naquele local. Diversos povos habitaram a Mesopotâmia durante a Antiguidade, entre eles, destacam-se os sumériosamoritasassírios e caldeus.
Mesopotâmia
A Mesopotâmia pertencia a uma região localizada no Oriente Médio (predominantemente no atual Iraque) entre dois importantes rios: Tigre e Eufrates. Suas condições naturais, principalmente por causa da fertilidade do solo, permitiram que pequenas aldeias fossem formadas em seu território.
A fertilidade do solo era garantida pelo ciclo de cheias dos dois rios que encharcavam o solo com material orgânico e permitia o desenvolvimento da agricultura e da criação de animais. A palavra “Mesopotâmia” tem origem no idioma grego e significa “terra entre rios” em uma menção direta à importância dos rios para aquela região.
Povos da Mesopotâmia
Bloco de argila contendo registros mesopotâmicos feitos na escrita cuneiforme
Bloco de argila contendo registros mesopotâmicos feitos na escrita cuneiforme
Os primeiros povos que se estabeleceram na região de maneira sedentária foram os sumérios. As primeiras cidades da Mesopotâmia foram fundadas por eles e acredita-se que os sumérios tenham chegado ao local por volta de 5000 a.C. Algumas das importantes cidades construídas pelos sumérios foram UrUruk e Nipur. As cidades sumérias eram consideradas cidades-estado, ou seja, possuíam organização independente uma das outras.
Os sumérios foram extremamente importantes para o desenvolvimento humano, pois, ali, desenvolveram técnicas para importantes construções que permitiam ao homem manter um controle sobre a natureza. Esse povo desenvolveu barragens para impedir o avanço das águas dos rios no período de cheias, além de reservatórios e canais de irrigação.
Além disso, atribui-se aos sumérios o desenvolvimento da primeira forma de escrita da humanidade: a escrita cuneiforme. Criada para manter controle sobre a contabilidade dos palácios reais, essa escrita era feita em blocos de argila com um instrumento pontiagudo chamado cunha.
O domínio dos sumérios na Mesopotâmia encerrou-se com a chegada dos acádios, que conquistaram as cidades da região e fundaram o Império Acádio. Eles tiveram como principal rei Sargão I, ou Sargão da Acádia. No entanto, o império dos acádios foi muito breve e logo foi substituído pelos amoritas como povo predominante na Mesopotâmia.
Os amoritas, também conhecidos como babilônios, instalaram-se na região por volta de 2000 a.C., ocuparam a cidade da Babilônia e transformaram-na em um grande centro urbano e comercial da Mesopotâmia. Os historiadores afirmam que importantes rotas comerciais passavam pela cidade e que comerciantes chegavam de diferentes partes do mundo antigo.

O estabelecimento amorita na Babilônia levou à formação do Primeiro Império Babilônico. Os amoritas sofreram forte influência dos sumérios e tiveram como rei mais importante Hamurábi, responsável pelo desenvolvimento de um código agrupando antigas leis mesopotâmicas que ficou conhecido Código de Hamurábi.
Esse códico baseava-se em um princípio conhecido como Lei de Talião, o qual tem como lema “olho por olho, dente por dente”, ou seja, aquele que cometesse um delito tinha como pena uma punição proporcional ao dano que havia causado. O Código de Hamurábi foi antecedido por outros conjuntos de leis na Mesopotâmia, como o Código de Ur Nammu.
O reino dos amoritas enfraqueceu-se depois da morte de Hamurábi e foi sucedido, tempos depois, pelos assírios. Os assírios formaram uma sociedade extremamente militarizada a partir do final do segundo milênio a.C. e iniciaram um processo de expansão e conquista na Mesopotâmia por volta de 1200 a.C. Eles conquistaram toda a Mesopotâmia, além da Palestina, do Egito e parte da Pérsia.
Os assírios ficaram célebres por terem sido guerreiros temíveis que se utilizavam de técnicas violentas em combate e por tratarem seus prisioneiros com extrema brutalidade. Os povos conquistados, além de serem governados de maneira tirânica, eram obrigados a pagar pesados tributos. A violência dos assírios foi levantada pelos historiadores como o motivo que deu início a inúmeras revoltas que enfraqueceram o poder dos assírios por volta do século VII a.C.
O rei mais importante dos assírios foi Assurbanipal, que ficou conhecido por ser um apreciador da erudição e por mandar construir a Biblioteca de Nínive (principal cidade da Assíria). Essa biblioteca reunia milhares de textos em escrita cuneiforme sobre diversos assuntos, e grande parte do que se conhece sobre a Mesopotâmia hoje é por causa da Biblioteca de Nínive.
Por fim, o enfraquecimento dos assírios permitiu aos caldeus conquistar a Mesopotâmia e fundar o Segundo Império Babilônico em 612 a.C. O império formado por esse povo foi breve e teve com o principal rei Nabucodonosor, responsável por reconquistar a Palestina e toda a Mesopotâmia. Atribui-se a esse rei a construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, considerado uma das maravilhas do mundo antigo.
O império dos caldeus foi o último desenvolvido por um povo mesopotâmico. Seu domínio foi enfraquecido após a morte de Nabucodonosor e, por isso, eles foram conquistados pelos persas, liderados por Ciro II em 539 a.C. Os persas eram um povo originário da Pérsia, região do atual Irã.
Fonte:
https://www.youtube.com/channel/UCkBJZl7g2125065Al3vrwOQ

https://www.youtube.com/watch?v=I3cop913D7g


I Guerra Mundial em Funk e Rock




Panorama
Vários problemas atingiam as principais nações europeias no início do século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.
Vale lembrar também que no início do século XX havia uma forte concorrência comercial entre os países europeus, principalmente na disputa pelos mercados consumidores. Esta concorrência gerou vários conflitos de interesses entre as nações. Ao mesmo tempo, os países estavam empenhados numa rápida corrida armamentista, já como uma maneira de se protegerem, ou atacarem, no futuro próximo. Esta corrida bélica gerava um clima de apreensão e medo entre os países, onde um tentava se armar mais do que o outro.
Existia também, entre duas nações poderosas da época, uma rivalidade muito grande. A França havia perdido, no final do século XIX, a região da Alsácia-Lorena para a Alemanha, durante a Guerra Franco-Prussiana. O revanchismo francês estava no ar, e os franceses esperando uma oportunidade para retomar a rica região perdida.
O pangermanismo e o pan-eslavismo também influenciou e aumentou o estado de alerta na Europa. Havia uma forte vontade nacionalista dos germânicos em unir, em apenas uma nação, todos os países de origem germânica. O mesmo acontecia com os países eslavos.

O início da Grande Guerra
O estopim deste conflito foi o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro, durante sua visita a Saravejo (Bósnia-Herzegovina). As investigações levaram ao criminoso, um jovem integrante de um grupo Sérvio chamado mão-negra, contrário a influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O império austro-húngaro não aceitou as medidas tomadas pela Sérvia com relação ao crime e, no dia 28 de julho de 1914, declarou guerra à Servia.

Política de Alianças
Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial estas alianças permaneceram. De um lado havia a Tríplice Aliança formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha (a Itália passou para a outra aliança em 1915). Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907, com a participação de França, Rússia e Reino Unido.
O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países da Tríplice Entente.

Desenvolvimento
As batalhas desenvolveram-se principalmente em trincheiras. Os soldados ficavam, muitas vezes, centenas de dias entrincheirados, lutando pela conquista de pequenos pedaços de território. A fome e as doenças também eram os inimigos destes guerreiros. Nos combates também houve a utilização de novas tecnologias bélicas como, por exemplo, tanques de guerra e aviões. Enquanto os homens lutavam nas trincheiras, as mulheres trabalhavam nas indústrias bélicas como empregadas.

Fim do conflito
Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância: a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada,  perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia-Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.

A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.

Vídeo-aula



TEMA Transição: Dos séculos XIX para o XX Da Bela Época ao início da Primeira Guerra Mundial. O final do século XIX e a 1ª década do século XX na Europa, foram marcados por um clima de confiança e otimismo. Os homens da época tinham a sensação de que a Europa teria o domínio definitivo sobre todos os continentes. Porém, por trás dessa aparência de tranquilidade estavam presentes graves problemas econômicos. O mundo encontrava-se dividido e submisso às grandes potências europeias e aos Estados Unidos. Não existiam mais territórios sem dono e as grandes potências brigavam entre si na tentativa de expandir suas áreas de dominação econômica e política. A Revolução Industrial trouxe transformações importantes para a economia capitalista: surgiram as máquinas elétricas e os motores a combustão. As indústrias mais importantes extraiam petróleo, fabricavam aço, máquinas e navios. A competição capitalista estimulou o crescimento de algumas empresas; porém, levou ao fracasso muitas outras. Empresas mais fracas foram compradas ou faliram, enquanto que as grandes ficaram maiores ainda. Os chamados monopólios (grandes empresas) passaram a controlar os grandes setores da economia. Tais empresas queriam crescer e enriquecer cada vez mais. Desejavam matérias-primas (minério, algodão, cacau), mão-de-obra barata (para trabalhar nas minas com salários reduzidos e lucros para os patrões) e mercados consumidores. Para conseguir tudo isso as empresas (monopólios) precisavam investir capital em outros lugares do mundo e criar impérios econômicos (principalmente em países de economia mais frágil) e tudo isso com a ajuda de seus respectivos governos. Economistas alemães e ingleses do início do século XX chamaram essa nova fase do capitalismo mundial de Imperialismo. Esse choque de imperialismos acabou deflagrando a Primeira Grande Guerra. O Imperialismo estava ligado a dois fenômenos: Investimento de capital no estrangeiro Domínio econômico de um país sobre o outro Os países imperialistas colonizaram vastas regiões na África e na Ásia e justificaram as suas ações baseadas no racismo (“raça branca merece dominar as demais”), etnocentrismo (“brancos civilizados levam progresso aos povos primitivos”), darwinismo (“nações mais fortes sobrevivem e mais fracas, não”). No começo do século XX, a indústria alemã estava ultrapassando a inglesa. Tanto alemães quanto ingleses não queriam competir no mercado e para acabar de vez com a concorrência, seus governos decidiram que uma guerra seria muito bem-vinda. Porém, era preciso convencer o povo de que não havia outra saída. Para tal “serviço de convencimento”, a imprensa foi fundamental, e cada país usava os jornais para tentar destruir moralmente o outro. Em 1871, a Alemanha se tornou um país unificado, essa unificação se completou depois que os alemães derrotaram a França na Guerra Franco-Prussiana. Como conseqüência, a França foi obrigada a entregar a região de Alsácia-Lorena, fato que levou os franceses a quererem vingança. A Europa estava a um passo da guerra e os países disputavam novas colônias. A situação se agravou ainda mais quando o arquiduque Francisco Ferdinando (herdeiro do trono austríaco) visitou Sarajevo. A população de Sarajevo odiava os austríacos e o filho do imperador austríaco resolveu desfilar de carro aberto pela cidade. Francisco Ferdinando foi assassinado e esse fato é considerado a causa imediata da Primeira Guerra. Vários outros fatores também contribuíram para o advento da guerra: Pan-Eslavismo Russo (união de todos os povos eslavos sob a proteção da Rússia): o Pan-Eslavismo servia de justificativa para os interesses imperialistas da Rússia de dominar regiões da Europa Oriental habitadas por outros povos eslavos (poloneses, ucranianos, tchecos, eslovacos, sérvios, búlgaros, croatas...) Nacionalismo da Sérvia. A Alemanha e a Itália eram imperialistas, queriam e precisavam de colônias, para isso precisariam tomar as colônias de outros países, já que não havia mais quase locais para serem dominados. Crises no Marrocos: alemães, ingleses e franceses disputavam essa área. Das rivalidades entre essas várias potências, surgiram dois sistemas de alianças. O que unia esses dois blocos era a existência de inimigos comuns: Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia) e Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro – Húngaro e Itália) Fonte: https://www.infoescola.com/historia/p... http://xandaohistoria.blogspot.com/ Leia também: http://xandaohistoria.blogspot.com/ https://brasilescola.uol.com.br/histo... https://www.todamateria.com.br/primei...